quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

The Harvey Project


Os The Harvey Project são um projecto nacional, com ensaios marcados na zona de Sintra. A música que nos dão a conhecer, cruza influências de velhas bandas do género rock, guitarras distorcidas e batidas Electro-Pop, a fazer subir o ritmo... Mas, desta vez vou ter que os apresentar de forma diferente, visto ter tido o prazer de conhecer pessoalmente o mentor deste projecto, Rui Vicente.

Por isso, este post, tem como base, uma suposta entrevista, que acabou numa informal e bem-disposta conversa de café. Comecemos pela formação da banda. O Rui Vicente assegura a voz principal, guitarra e composição, o Nuno Nunes, guitarra e 2ª voz, Luis Mesquita, baixo e 2ª voz, Luis Gaspar, bateria e percussões electrónicas e por último, o Sérgio Boto, nas teclas e samples. Embora Rui Vicente tenha iniciado sozinho o projecto, rapidamente sentiu a necessidade de assumir uma banda. E referiu o facto de optar, mais do que tudo, por procurar ter em cada membro, um amigo, mais do que músicos de ponta. A opção foi a de existir uma paixão colectiva, ao invés de multi-egos, que por vezes dificultam o trabalho e dificultam o processo criativo. É esta a equipa que nos leva a ouvir coisas como Shrine ou Burning Out. Como sempre faço, coloquei a questão de “o porquê de cantar em inglês?”. A resposta foi imediata. É uma opção estética e musical, e, não sendo a língua mãe, intuitiva. Na ideia de Rui Vicente, há uma linguagem própria no Rock-Pop, que se torna bastante difícil de recriar em Português. É quase como transportar o sonoro e sempre reconhecido “Yeah!” de tantas canções e tentar fazer o mesmo num luso “Sim”.

Fiz mais uma pergunta clássica, tentando saber qual a perspectiva de Rui sobre a musica nacional, à qual Rui responde com um ponto de vista bastante interessante, dizendo que a musica nacional está em grande evolução, e que devido a meios como a internet e até as estradas que hoje em dia nos facilitam a movimentação dentro do país, se evita a necessidade de se viver num centro urbano como Lisboa ou Porto, para que se possa existir como projecto viável de ter algum êxito no nosso pais. Para que as coisas aconteçam. Claro que a nível de edição ou contracto com uma editora maior, acaba por obrigar a um número sem fim de deslocações a esses meios urbanos. Mas há cada vez mais, estúdios espalhados pelo nosso canto à beira-mar plantado. E é verdade também, que por todo o país há mais espaços para música ao vivo, e mais meios de divulgá-los. Quem imaginaria há uns anos, que a 30 Kms de Lisboa, teríamos uma sala tão dinâmica como o Olga Cadaval em Sintra? E na verdade, existem réplicas por todo o país, e nem sempre nos locais mais esperados.

Á pergunta sobre o futuro deste projecto, Rui confidenciou, que têm uma maquete pronta, gravada em casa, e que a mesma foi apresentada a várias editoras maiores do nosso pais, existindo já contactos mais estruturados e até mesmo a possibilidade, em aberto, de assinar com uma delas.
Quanto a espectáculos ao vivo, Rui diz, estarem um pouco parados neste momento, uma vez que um dos membros da banda se encontra fora do pais até Março deste ano, o que acaba por ser impeditivo de fazer actuações Está fora de questão substituir este membro, apenas por um par de actuações. E assim há mais tempo para a composição e a busca “daquele som”. As novas tecnologias permitem-no, e mails e FTP’s, permitem partilhar o trabalho além fronteiras. Enquanto o baixo é tocado e ensaiado com uma base feita em Portugal, os restantes membros ensaiam regularmente, utilizando uma pista de baixo pré-gravada. Tudo menos parar de tocar, segundo Rui Vicente. A promessa é a de começarem com os concertos, no início da Primavera.
Para os mais curiosos, podem espreitar o som desta banda no Myspace...

http://www.myspace.com/harveyproject

Com muita pena, não é possível ainda encontrá-los noutro sitio...

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