sábado, 23 de fevereiro de 2008

Antony and the Johnsons


Em 1974, Candy Darling musa de Andy Warhol estava numa cama de hospital e tudo que restava de um passado de glamour eram lembranças. Apesar do cenário de dor, sofrimento e resignação, Candy estava com o seu melhor vestido e sua maquiagem escondia as marcas de sofrimento, causadas pela leucemia e pela AIDS. Também flores, como despedidas completavam o quadro. É com esta foto de uma superstar drag de Warhol que Antony and the Johnsons inicia a sua segunda obra: "I'm A Bird Now" . Uma das coisas mais espetaculares da música em 2005, com uma melancolia que se inicia na capa e encarte, se aprofundam de infinitas maneiras no disco, ou seja, uma tristeza explícita ou uma alegre catarse espiritual. Recheado de soul, pianos, tudo levado pela doce, brilhante e angustiante voz de Antony, o álbum ainda conta com a participação de nomes como Lou Reed, Boy George, Rufus Wainright e o cantor folk-místico Devendrta Banhart. Desde que apareceu, Antony acumula admiradores no mundo pop. Reza a lenda que Lou Reed escreveu a música "Candy Says" para Candy Darling e nunca conseguiu cantá-la ao vivo com interpretação merecida e que o líder do Velvet Underground chorou ao ouví-la na voz de Antony. Antony começou em Albiom, filho de um engenheiro e uma fotógrafa, onde cresceu ouvindo divas do jazz, Marc Almond, Boy George e Laurie Anderson. Depois de um tempo na Califórnia se muda para Nova York motivado pelo documentário Mondo New York. Lá fez parte de uma banda chamada Blacklips, liderada por um japonês albino hermafrodita. Na cidade cantou para si, as referências que mais tarde colocaria em sua obra, os cabarés, os travestis, o submundo andrógino da Big Apple, os redutos do jazz, rock dos anos 70... Antony ainda foi backvocal em algumas bandas antes do disco Antony and the Johnsons de 2003. Com isso Lou Reed o convida para participar do álbum "The Raven". Reed considera Antony o legitimo herdeiro das dores e sofrimentos vividos por quem conheceu o espírito pré-punk, e tudo isso cantado de uma maneira arrebatadora. Hoje, Antony é considerado a nova voz do rock. É difícil encontrar paralelos no pop atual. Laurie Andreson, musa do cantor afirmou: "Descobrir Antony é como ouvir Elvis pela primeira vez. Longe o suficiente da trilha pop seguida por semanários e publicações. Antony and the Johnsons é uma força sincera, quase espiritual."Antony canta como um prisioneiro. Sua voz possui desespero e esperança e os contrastes não terminam por aí. Durante muitas partes do disco se percebe a dualidade homem X mulher. De estar preso num corpo masculino, quando sua alma anseia liberdade. "I'm A Bird Now", começa com a voz trêmula levada por um piano mínimo que desemboca num majestoso final de vozes, pianos, sopros e vocais de apoio. Em "For Today I Am A Boy", é explicito o desconforto, mas ao mesmo tempo uma esperança dolorida, em se falar de sua sexualidade: "(For Today I Am A Bouy/ When I Grow Up/ Be Beautiful Woman)". É com este segundo disco que vem a tona por completo o talento de Antony e sua banda, com precisos toques de jazz, soul e rock. Como uma Nina Simone grave, temos a "Man Is The Baby", onde quase podemos ver as dores de uma Nova Iorque soturna e impiedosa. A cidade, junto com seus ícones é outras das fontes de inspiração de Antony. Um de seus ídolos também colabora em "I'm A Bird Now"; Boy George no dueto "You Are My Sister". Não são poucas as participações especiais no disco, Rufus Wainright ("What Can I Do"), Devendrta Banhart ("Spiralling") e evidente, Lou Reed ("Fistfull Of Love"), a melhor música do disco, quase alegre, emocionante, mágica. Não esquecendo de lembrar que foi com este disco que Antony and the Johnsons venceu o premio Mercury Prize, um dos maiores da indústria britânica. Sua voz impar desbancou ídolos-rock com Kaiser Chiefs, e o favorito The Killers. Antony sem medo de se esconder divulgou ao mundo suas dores, amores, despidos de qualquer fórmula e fez o álbum mais belo de 2005. Não procure por mais nada genial por hora.A genialidade maior de sua voz, certamente é saber expressar as dores de um mundo atual e intolerante, a necessidade maior que o "homem ocidental" tem : a de chorar e de se bater pelas catástrofes diárias. A destreza com que se expressa, traduz a verdadeira "dor de existir", o que em alguns momentos se converte em uma deliciosa melancolia. Antony traz a renovação atráves da música da expressão e da originalidade. Se você já não é capaz de se emocionar, mesmo ouvindo "Twilight", composição incrível, com uma impressionante harmonia e desfecho...desculpe, algo está errado. Pare.

http://www.youtube.com/watch?v=S-NziGE6DVY

MGMT


Formaçao com origem no ano de 2002, tendo começado com um estilo mais electroclash, mas tocando hoje em dia um electro mais inteligente com um pouco de sonoridade emo.

Tendo assinado, com a Columbia Records em 2006 e feito a primeira parte dos Of Montreal na sua digressao de 2007.



terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Feist


Leslie Feist (nascida em 13 de Fevereiro de 1976) é uma cantora e compositora canadense. Atua em carreira solo sob o nome de Feist e como membro do Broken Social Scene.Filha de artistas: o seu pai, um pintor abstrato-expressionista e professor no Colégio de Arte em Alberta. A sua mãe era uma estudante de cerâmica nesse colégio. O seu primeiro filho, Ben é agora um programador de informática em Toronto. A família mudou-se para Maritimes, Feist nasceu em Amherst, Nova Scotia. Os seus pais divorciaram-se cedo e logo Leslie, Ben e a sua mãe mudaram-se para Regina, Saskatchewan, e mais tarde para Calgary, Alberta. Feis aspirou ser jornalista, mas passou algum tempo da sua juventude a cantar em corais.Aos 15 anos, Feist iniciou-se na música quando fundou, assumindo os vocais, uma banda punk de Calgary chamada Placebo (não confundir, com a mais famosa, banda Inglesa, Placebo).Ela e os seus colegas de banda ganharam uma Batalha de Bandas local e foram congratulados com a abertura do concerto dos Ramones. Depois de cinco anos de turnê, Feist foi forçada dar um tempo na música, para recuperar a sua voz. Mudou-se então de Calary para Toronto em 1998 e pegou na guitarra; em 1999, era guitarrista da banda By Divine Right. Também lançou o seu álbum de estréia solo, Monarch (Lay Your Jewelled Head Down), nesse mesmo ano.Em 2000, Feist mudou-se para um apartamento na Queen Street West (" um apartamento lendário numero 701", ficava em cima de uma Sexshop chamada Come as you are) junto com Merrill Nisker, que então começou a tocar como músico da banda electro-punk "Peaches", com Feist trabalhando nos bastidores dos espectáculos do "Peaches". Feist apareceu como vocalista convidade em The Teaches of Peaches. Conheceu o músico Gonzales durante este período. Ela morou mais de dois anos em Berlim com Gonzales e Peaches e começou a desenvolver canções com Gonzales que mais tarde iriam aparecer em Let it Die. Então juntou-se as gravações em Toronto dos albúns Feel Good Lost e You Forgot It in People do supergrupo indie, Broken Social Scene. Posteriormente mudou-se para Paris. Enquanto esteve na Europa colaborou com o dueto norueguês Kings of Convenience como vocalista convidada no albúm Riot On a Empty Street. Ela também aparece no álbum dos The New Deal, Gone Gone Gone de 2003, e no álbum dos Apostle of Hustle, Folkloric Feel de 2004.Feist gravou o seu segundo álbum solo, Let It Die, em Paris em 2002 e 2003. Este álbum continha uma combinação de jazz, bossa nova e indie rock, foi aclamado como um dos melhores álbuns pop canadenses de 2004 e atraiu uma expressiva audiência internacional. Nas gravações e nas performances, Feist tocou com uma Guild Starfire 1965 que a ajudou no tom de jazz.O single "Mushaboom", de Let It Die, fez parte de um anúncio para um perfume da Lacoste. Devido à sua popularidade na França, onde gravou Let it Die. Antes disto, McDonald's ofereceu um milhão de dólares pelos direitos de usar "Mushaboom" nos seus anúncios, oferta que Feist formalmente recusou.Em 2005, contribuiu para a música da UNICEF "Do They Know It's Hallowe'en?"No inicio de 2006, Feist voltou à Europa para gravar o álbum sucessor de Let It Die com Gonzales, Mocky, Jamie Lidell e Renaud Letang. Um álbum de misturas e colaborações, chamado Open Seasons que foi lançado em 18 de Abril em 2006 no Canadá.O banco HSBC usou o remix de "Gatekeeper" do Open Season numa campanha em televisão.O terceiro álbum a solo de Feist, The Reminder, foi lançado em 23 de Abril de 2007 na Europa, 1º de Maio no Canadá, nos EUA e no resto do Mundo. Assim entrou em uma turnê mundial de promoção do seu mais recente trabalho.Recentemente colaborou com o seu colega de apartamento do Peaches numa faixa intitulada de " Give 'Er", que apareceu no álbum Impeach My Bush. Feist contribuiu para as vozes de fundo. Emprestou também a sua voz para duas faixas "La Meme Histoires" e "We're All in the Dance" na trilha sonora do filme Paris je t'aime.Vários artistas fazem "covers" das músicas de Feist, como: Nova Scotians, Travis MacRae e Buck 65, bem como a sua bem conhecida banda Broken Social Scene e a colega de turnê Bright Eyes. Buck 65, com quem Feist fez turnês, fazendo o show de abertura, apareceu no videoclipe de "One Evening". Feist colaborou também com os The Postal Service.Feist residiu em Paris, França, de Julho de 2003 até o início de 2007, quando se mudou de novo para Toronto. É namorada de Kevin Drew do Broken Social Scene.Em 2007, cancelou shows que faria no Brasil, no Tim Festival, alegando labirintite.